10 adaptações da literatura inglesa para o cinema

Literatura e cinema é uma combinação que, quase sempre, dá o que falar. Vários livros, best-sellers ou não, já foram adaptados para a telona entre eles, Harry Potter, Sherlock Holmes e muitas histórias de super-heróis. Dessa forma, a memória de grande autores e histórias incríveis permanece viva na sétima arte, proporcionando a expansão da narrativa original.

Com tantas inspirações no mundo da literatura, era de se esperar que nem todas tenham um bom resultado como longa-metragens e isso divide opiniões entre fãs e leitores. Mas há boas exceções e dicas de filmes que atendem as expectativas até dos mais exigentes. Gostos à parte, elegemos, a seguir, uma lista de 10 adaptações da literatura inglesa para o cinema: passando dos clássicos até o mais atuais. Vem conferir com a gente. 🙂

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Alice in Wonderland (Alice no País das Maravilhas)

Escrito por Lewis Carroll e publicado em 1865, a história tem milhares de fãs em todo o mundo e conquista pelos mistérios e enigmas da narrativa. Não à toa, é considerada uma das obras mais consagradas do gênero literário nonsense.

O livro conta a história de uma menina chamada Alice, que persegue um coelho apressado e cai em um buraco que a transporta para um lugar místico cheio de criaturas peculiares que misturam características humanas e fantásticas, como o Gato, o Chapeleiro e a Rainha de Copas.

A famosa história já foi adaptada várias vezes para o cinema. A primeira delas foi em 1903, em um curta-metragem para o cinema mudo. A mais recente, de 2010, produzida pela Disney, tem os com os atores Mia Wasikowska e Johnny Depp.

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Murder on the Orient Express (Assassinato no Expresso Oriente)

Um dos livros mais famosos da escritora Agatha Christie, Assassinato no Expresso Oriente foi publicado em 1934. A história ganhou a primeira versão para o cinema em 1974, dirigido por Sidney Lumet.

Em 2017, a história ganhou um outro filme, com mesmo nome, dessa vez dirigido por Kenneth Branagh. É interessante observar que, apesar da história ser a mesma e ambos os filmes serem baseados no livro da Dama do Crime, há diferenças entre eles que modificam um pouco o roteiro e o protagonismo do famoso detetive Hercule Poirot.

Na história, Hercule viaja a bordo de um trem expresso junto com outras pessoas e um passageiro é brutalmente assassinado durante uma tempestade de neve de madrugada. E, claro, caberá a Poirot descobrir quem é o autor do crime.

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A Clockwork Orange (Laranja Mecânica)

O clássico dos clássicos. Laranja Mecânica, dirigido por Stanley Kubrick, é um dos títulos mais marcantes e citados da história do cinema, e é uma adaptação do livro de mesmo nome, do autor Anthony Burgess, lançado em 1962. Em 1971, foi adaptado para as telonas e conquistou uma legião de fãs.

A história de passa em uma Inglaterra futurista marcada pela violência e autoritarismo e conta a história de Alex, o protagonista, e sua gangue, que espalham o caos através de violência gratuita. Depois de ser preso e julgado por seus atos, Alex aceita fazer parte de um tratamento psiquiátrico que reduziria o tempo da sua pena.

O longa questiona conceitos de moralidade, ética e outros assuntos sociais, políticos e econômicos. Com certeza, um filme que não perde a validade.

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Pride and Prejudice (Orgulho e Preconceito)

Jane Austen, grande romancista do século XIX, é uma das autoras mais estudadas por nossos alunos no Ibeu American High School.

A primeira frase de ‘Orgulho e Preconceito’ (Pride and Prejudice), considerado um dos livros mais lidos em todo o mundo, se tornou uma das mais famosas da literatura: uma ‘verdade universalmente conhecida que um homem solteiro, possuidor de uma boa fortuna, deve estar necessitado de uma esposa (It is a truth universally acknowledged that a single man in possession of a good fortune must be in want of a wife)’.

A história do livro mostra a maneira com que a personagem Elizabeth Bennet lida com os problemas relacionados a educação, cultura, moral e casamento na sociedade aristocrática do início do século XIX, na Inglaterra. O clássico, publicado em 1813, já ganhou famosas adaptações para as telas, sendo duas versões para o cinema (em 1940 e 2005), e em 1995 uma versão para a televisão.

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The Godfather (O Poderoso Chefão)

O livro é um romance de mesmo nome, escrito por Mario Puzo e publicado em 1969, que conta a história de uma família da máfia italiana que imigra para os Estados Unidos e luta para estabelecer sua supremacia na América depois da Segunda Guerra Mundial. A obra foi o primeiro romance a introduzir a realidade da máfia.

Em 1972, o livro foi adaptado e ganhou versão para o cinema, dirigida por Francis Ford Coppola. Mesmo mais de 45 anos após seu lançamento, o filme ainda é tido como referência para o cinema, com muitos momentos inesquecíveis e cenas marcantes. A fotografia, montagem, roteiro, design de produção e trilha sonora são muito bem elogiados e servem como verdadeiro estudo para a área do cinema.

Tanto a obra literária quanto a cinematográfica ganharam continuações.

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Harry Potter (Harry Potter)

Com uma literatura moderna e narrativa dinâmica e cheia de personagens, J. K. Rowling conquistou uma legião de fãs ao escrever sobre um universo mágico e dar vida ao bruxo mais adorado ao redor do mundo. A saga de Harry Potter, contada em 7 livros publicados entre 1997 e 2007, foi traduzida em mais de 65 línguas. Os livros da autora venderam mais de 450 milhões de exemplares pelo mundo, dando a ela o status de primeira bilionária da literatura.

A partir de 2001, a série de aventuras foi adaptada para o cinema. Assim como na obra literária, a narrativa cinematográfica é centrada em Harry Potter, que descobre ser um bruxo quando é enviado para estudar em uma escola de magia, aos 11 anos. A história completa é contada em 8 filmes, que marcaram pessoas de diferentes gerações.

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Psycho (Psicose)

O livro, escrito por Robert Bloch e publicado em 1959, foi inspirado em um serial killer da vida real: Ed Gein, um dos psicopatas mais famosos da história. Com uma relação conturbada com a  autoritária e religiosa mãe, o assassino tenta manter alguns hábitos estranhos escondidos, até ser desmascarado.

No ano seguinte, a história ganhou a famosa versão para cinema, dirigida por Alfred Hitchcock (impossível não lembrar da cena do chuveiro com a música ao fundo, certo?). Psicose tornou-se um clássico filme norte-americano de terror / suspense e é considerado por muitos um dos melhores filmes de terror de todos os tempos e por isso, ganhou alguns remakes ao longo dos anos – inclusive uma série, a Bates Motel.

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Forrest Gump (Forrest Gump: O Contador de Histórias)

Mesmo tendo conquistado seis Oscars para o filme, o autor do livro, publicado em 1986, Winston Groom, deixou bem claro que não gostou da adaptação que Hollywood fez de sua história para o cinema. Tanto que a continuação do livro, ‘Gump and Co’, começa com “Jamais deixe alguém fazer um filme sobre a história da sua vida. Quer eles entendam ou não, não importa”.

Discussões à parte, o filme, lançado em 1994 e protagonizado por Tom Hanks, foi um sucesso de bilheteria e apresenta um dos personagens mais carismáticos da cultura pop. Forrest Gump é um homem com QI abaixo da média e cheio de boas intenções. Por acaso, ele acaba participando – e tendo um importante papel – em vários momentos históricos, como a Guerra do Vietnã e Watergate. Desse modo, vemos 40 anos da história dos Estados Unidos pela perspectiva de Forrest.

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The Boy in the Striped Pyjamas (O menino do pijama listrado)

O livro The Boy in the Striped Pyjamas foi escrito por John Boyne em 2006. Com uma narrativa leve, delicada e despercebida, o leitor é apresentado ao cenário da Segunda Guerra Mundial. Toda a história foca no ponto de vista e raciocínio do Bruno, um menino ingênuo de 8 anos, filho de um comandante do exército nazista, e que não entende o que acontece ao seu redor.

O filme, dirigido por Mark Herman, chegou aos cinemas em 2008 e, assim como no livro, mostra a inocência do protagonista e nenhuma cena forte aparece. Todos os acontecimentos estão implícitos e são fáceis de serem deduzidos.

O longa foi escolhido como Melhor Filme segundo o júri popular no Festival de Chicago e indicado em três categorias no British Independent Film Awards, conquistando Melhor Atriz com Vera Farmiga.

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The Book Thief (A menina que roubava livros)

Com a mesma temática da história anterior, ‘A menina que roubava livros’, escrito por Markus Zusak e publicado em 2005, apresenta a vida de Liesel Meminger, uma menina que vive durante a Segunda Guerra Mundial e viaja no mundo da literatura através dos livros que ela rouba. Ela aprendeu a ler com a ajuda de seu pai adotivo e o judeu que vive no porão de sua casa, na clandestinidade.

Em 2013, a narrativa finalmente foi parar nas telonas dos cinemas, emocionando uns e decepcionando outros. O roteiro adaptado altera algumas características do livro, como o do personagem judeu Max e o fato de que, no livro, a menina roubou livros em diversas oportunidades. Já no filme, a cena do roubo acontece uma única vez.

O filme é delicado, sutil e tenta transmitir os problemas sociais da época.

E aí, sentiu falta de algum filme na lista? Qual você acrescentaria? 😉

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