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Ivair Reinaldim entrevista Jimson Vilela

Postado em: 29 janeiro , 2013

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Clique na imagem para acessar a entrevista de Ivair Reinaldim com o artista Jimson Vilela, realizada em ocasião de sua exposição individual na Galeria de Arte Ibeu.
Abaixo, trecho da entrevista:
Ivair Reinaldim – Como surgiu seu interesse em desenvolver um projeto que articulasse esses dois pontos geográficos, Copacabana, no Rio de Janeiro, e Copacabana, na Bolívia?
Jimson Vilela – O projeto nasceu durante a primeira viagem que fiz até Copacabana, Bolívia, em 2009. Me interessei pelo nome e comecei a investigar uma possível migração da palavra. A ideia foi pensar que ela vai viajando de conversa em conversa, entra pelo ouvido de um e ganha outra entonação na boca de outro; perceber como uma coisa, que é éter, ganha um corpo (sonoro ou escrito) até chegar a outro corpo. A palavra migrando traz para mim a imagem de um corpo que também migra e atravessa essas fronteiras geográficas/políticas.
IR – Então tudo começou pela grafia e sonoridade da palavra Copacabana, para só depois estender-se para os referentes geográficos. Você chegou a investigar a origem etimológica do vocábulo ou mesmo o processo histórico de migração da palavra de uma região a outra?
JV – Investiguei ambos. Copacabana deriva de Kota Kahuana, do dialeto Aymara, que significa “vista do lago”. Há outra hipótese, que o nome venha do Quichua e signifique algo como “lugar luminoso”. Enfim, a cidade de Copacabana foi um lugar de culto religioso do povo de Tiwanaku (civilização pré-inca). Eles acreditavam que a origem do universo começou no lago Titicaca.
O que acontece com a chegada dos espanhóis é um sincretismo religioso: um jovem pescador local presencia a aparição de Nossa Senhora (de Copacabana), esculpe-se uma imagem, ergue-se uma catedral na cidade e começam os cultos à santa.
No século XVII, comerciantes de prata bolivianos e peruanos trouxeram uma réplica dessa imagem para a praia do Rio de Janeiro, então chamada de Sacopenapã (nome tupi que significa “caminho de socós”). Sobre um rochedo construíram uma capela em homenagem à santa, que, com o tempo, passou a designar a praia e o bairro. Em 1914, a capela é demolida para dar lugar ao atual Forte de Copacabana.
O trabalho principal da mostra tem uma ligação com essa pesquisa. A plataforma localizada no centro da galeria, que termina na janela, apresenta-se como uma réplica dos píeres da cidade de Copacabana. No entanto, o que proponho aqui é um mergulho do visitante na própria Avenida Nossa Senhora de Copacabana.

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