Ensino híbrido: tendência que veio para ficar

No meio educacional, já é consenso que o ensino híbrido, ou blended learning, é uma das maiores tendências da Educação do século 21

Por ensino híbrido entendemos a mistura entre o ensino presencial e as propostas de ensino online, como o ensino remoto, integrando assim Educação à tecnologia, a qual já está presente na vida do estudante, e tendo por objetivo principal a personalização do ensino.

Essa modalidade de ensino é um processo contínuo de aprendizado em que os ambientes assíncronos (não exigem a participação simultânea, em tempo real) e síncronos (em tempo real) estão presentes e se completam. O ensino híbrido é responsável por aproveitar as vantagens e possibilidades de cada ambiente para potencializar a experiência educativa.

O ensino híbrido surge por volta do ano 2000 em cursos educacionais corporativos passando para a sala de aula com diferentes modelos.

O Instituto Clayton Christen reconhece 7 diferentes modelos de ensino:

  1. Rotação por estações: em que cada grupo de aluno tem uma tarefa diferente de acordo com o objetivo proposto.
  2. Laboratório rotacional: nesse caso, tanto a sala de aula, com o professor, quanto o laboratório, com o componente online, são utilizados por grupos diferentes.
  3. Rotação individual: o aluno passa individualmente pelas estações de acordo com o conteúdo proposto e respeitando suas dificuldades ou áreas em que apresenta maior facilidade. 
  4. Sala de aula invertida: a teoria é estudada em casa, e a sala de aula é para a discussão do que foi estudado.
  5. Flex: os alunos têm uma trilha de aprendizado e realizam as atividades no próprio ritmo com o professor à disposição para tirar dúvidas.
  6. A la carte: partindo dos objetivos gerais a serem atingidos definidos com o professor, o aluno, nesse modelo, fica responsável pela organização de seus estudos.
  7. Virtual enriquecido: esse modelo é uma alternativa para a escola integral, pois permite que os alunos completem a maioria dos programas fora da escola, comparecendo às aulas presenciais algumas vezes por semana.

Esses modelos podem interagir ou serem usados isoladamente de acordo com os objetivos do professor e da escola.

Percebemos que os modelos híbridos estão centrados na personalização e flexibilidade do ensino e requer, portanto, uma mudança na postura do professor. No ensino híbrido, o professor passa a ser designer de experiências de aprendizagem e coadjuvante gerenciando diferentes espaços onde elas ocorrem enquanto o aluno é o verdadeiro protagonista de sua aprendizagem.

Vania Furtado
Superintendente Acadêmica do Ibeu-RJ

Referências:

 

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