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Âmbar – Felipe Fernandes

Postado em: 30 abril , 2018

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ÂMBAR – Felipe Fernandes
Artista aprovado através do Edital de Exposições Ibeu 2018

Curadoria: Cesar Kiraly
Inauguração: 8 de maio, às 18h30

Nesta sua individual à Galeria Ibeu, Felipe Fernandes apresenta 30 quadros em que desloca a sua pesquisa aos pequenos formatos. São telas diminutas obtidas em saldo de armarinho ou como presentes em que o artista prepara abstratamente cenas que não chegam a acontecer, pelo menos nunca como ação evidente. Ele privilegia um clima alegre como nas colagens de Matisse, mas prevê momentos de boicote ao submundo, completamente, leve e festivo. Para obter tal efeito desenvolve diversas formas de moldura às abstrações. A pintura que desenvolve é fusionada à delicadas pétalas de papel, pedaços de fita crepe e imprevistas camadas de cola conferidoras de brilho à tinta. O drama das quase figuras começa e é interrompido antes de iniciar a narrativa.
Fala do artista sobre a exposição:

“Para essa exposição fiz um recorte da minha produção mais recente, que começou no inicio desse ano. Em telas pequenas, por volta de 15x20cm, usei materiais baratos e que estavam a mão, ampliando meu repertório, mas limitando o formato. Um exercício que me propus a partir da ideia de ilustrar um livro infantil que minha mulher escreveu. Observando outros livros desse universo para pesquisar e usar como referência, comecei a observar um uso frequente de técnicas caseiras/artesanais na produção das imagens, como o uso de recortes, canetas hidrocor, métodos de impressão rudimentares e também, em muitos casos, ilustrações inteiramente digitais, mas que simulavam essa construção de imagem mais artesanal.

A maior parte dos materiais usados, desde a própria pequena tela já armada no chassi, são derivados de seções de pintura e artesanato de papelarias, como cola branca, papéis coloridos, canetas, tinta de artesanato, tinta acrílica, fitas adesivas etc, além de materiais que já possuía em casa, como revistas antigas e papeis envelhecidos.
Por serem materiais baratos, me permitiram um alto grau de experimentalismo. Outro dado que me agrada no uso desses materiais é que eles são bastante simples, de fácil acesso a qualquer pessoa e que me remete a uma relação sincera que sempre mantive com esses produtos encontrados em qualquer papelaria. 
Mesmo trabalhando em formatos bem reduzidos, depositei muita atenção em cada tela, chegando a um grau de complexidade grande em cada uma delas. Digo isso porque em desenho e pintura, esses pequenos formatos são comumente associados a trabalhos feitos em série, como gravuras, ou estudos e desenhos rápidos. Fiz no total 30 telas em que ia trabalhando em grupos de 10 simultaneamente. Um processo parecido com o que usei em minhas últimas telas maiores, mas ainda mais dinâmico. As intervenções em cada tela eram feitas de forma bem rápida, se assemelhando mais a um processo de colagem do que o que vinha trabalhando nas últimas pinturas feitas estritamente com tinta acrílica. Notei que passei a “depositar” imagens ao invés de construí-las.
Curiosamente desenvolvi esses trabalhos após finalmente sair de um pequeno atelier para um bem maior na fábrica Bhering, após ser comtemplado com uma residência artística de um ano lá.”
Sobre o artista: Com formação em Desenho Industrial pela PUC-Rio, iniciou sua investigação em pintura no Parque Lage com João Magalhães. Desde 2008 desenvolve em seu atelier um trabalho que busca a harmonia entre o gráfico e o pictórico, valorizando a espontaneidade e a livre associação em seu processo criativo. 
Já participou de exposições em galerias como A Gentil Carioca (RJ) e Oscar Cruz (SP), além dos salões de arte Novíssimos, na Galeria de Arte IBEU (RJ) e o 37º Salão de Arte Contemporânea de Santo André (SP). Possui duas obras no acervo de Gilberto Chateaubriand e atualmente trabalha também como assistente do artista plástico Luiz Zerbini.

Em 2015 fez sua primeira exposição individual intitulada “Primário” na galeria MUV, no Rio de Janeiro, e no ano passado apresentou a exposição “Barulho” na galeria DotArt em Belo Horizonte. 
ÂMBAR – Felipe Fernandes 
Inauguração: 8 de maio, às 18h30
Visitação: de segunda-feira a quinta, das 13h às 19; sextas, de 12h às 18h 
Galeria de Arte Ibeu – Rua Maria Angélica, 168 – Jardim Botânico
 

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